
No chão, o desvio de cor não é algo vago ou indefinido – trata-se de uma discrepância espectral que pode ser identificada com precisão. Quando a lâmpada de 405 nm tenta curar uma tinta projetada para funcionar com 365 nm, os fotoiniciadores não conseguem realizar seu trabalho adequadamente. Os monômeros permanecem no sistema, os pigmentos mudam de cor, e o resultado são cores que não atendem aos padrões Pantone, além de resíduos inúteis.
O que realmente impulsiona o processo de cura A cura por UV é um processo fotoquímico, e não apenas um efeito causado pelo calor. As lâmpadas de vapor de mercúrio emitem luzes em faixas específicas: 254, 313, 365 e 405 nm. Essas faixas são determinadas pela estrutura do revestimento de quartzo e pelo refletor dicróico. Um pico forte em 365 nm permite a penetração necessária para tintas aplicadas em camadas mais espessas. Já as faixas entre 385 e 405 nm são responsáveis pela cross-linking da superfície em filmes finos. A intensidade da radiação e a densidade de energia (em mJ/cm²) determinam a velocidade do processo de cura. A estabilidade espectral garante que a absorção dos fotoiniciadores seja consistente de lote para lote.
Por que o espectro deve corresponder ao processo Em impressão por tela, é necessário que haja uma emissão de luz dominada por 365 nm, para que a tinta seja completamente curada sem deixar a superfície pegajosa. Em impressão flexográfica, um espectro entre 385 e 405 nm é suficiente para curar as camadas finas sem causar amarelecimento. Na impressão offset, é preciso um espectro mais equilibrado, para que a tinta seja curada rapidamente sem danificar os pigmentos. Se o espectro da lâmpada não corresponder à química da tinta, o resultado será cores inconsistentes. Caso contrário, você terá que lidar com problemas relacionados à metamerização sob luz natural e repetir os testes de qualidade.
Detalhes que evitam problemas A potência da lâmpada diminui com o tempo – espera-se uma perda de cerca de 10-15% na intensidade da luz após 1.000 horas de uso. A degradação do refletor e as variações na fonte de alimentação pioram ainda mais essa situação. É importante ajustar corretamente o comprimento do arco elétrico, a geometria do refletor e a distância entre a lâmpada e o substrato durante a instalação. Verifique a emissão espectral com um radiômetro, e não apenas observando o brilho azul da lâmpada.
Algumas formulações exigem quartzo livre de ozônio e um fluxo de ar controlado, para evitar que o ozônio prejudique o processo de cura. Planeje a substituição das lâmpadas de acordo com as tarefas que exigem precisão na cores, e não só quando a lâmpada falhar.